Entre Viagens e Desejos – Capítulo 2
Depois daquele primeiro encontro inesquecível, voltar para a cidade da Anna virou quase uma obrigação. Cada viagem era uma nova aventura, e a conexão entre nós só ficava mais forte.
Dessa vez, resolvemos sair da rotina e pegar a estrada até uma praia próxima. O sol brilhava forte, o vento batia no rosto e a trilha sonora perfeita tocava no carro. Anna, com os pés descalços apoiados no painel, olhava para o horizonte, sorrindo. Aquele sorriso que sempre me pegava de jeito.
— Você vai adorar esse lugar — falei, já ansioso para ver a reação dela.
Quando chegamos, o cenário parecia de filme: areia branca, mar azul cristalino e poucas pessoas ao redor. Largamos nossas coisas na areia e corremos direto para a água. O dia prometia.
Depois de horas entre mergulhos e risadas, olhei para o lado e lancei a proposta:
— Vamos dar uma volta de jet ski?
Anna me encarou com os olhos arregalados.
— Ah, não sei… nunca andei nisso.
— Eu te guio, vai ser tranquilo — segurei sua mão, tentando convencê-la.
Ela hesitou por alguns segundos, mordendo o lábio, mas acabou cedendo. Colocamos os coletes, e quando subimos no jet ski, senti suas mãos apertando minha cintura com força.
— Relaxa, eu tô aqui — falei, acelerando devagar.
No começo, ela se mantinha tensa, quase sem se mexer, mas conforme fomos deslizando pela água, comecei a sentir que ela estava se soltando.
— Tá tudo bem aí atrás? — perguntei, sem parar de pilotar.
— Tá… até que é legal — ela respondeu, a voz carregada de adrenalina.
Acelerei um pouco mais e, para minha surpresa, em vez de se assustar, ela soltou um grito animado, seguido de uma risada contagiante.
— Mais rápido! — ela pediu, agora completamente entregue à emoção.
Foi assim que passamos um bom tempo, cortando as ondas e aproveitando cada segundo. Em um momento, reduzi a velocidade e paramos em um ponto mais afastado, onde só se ouvia o som do mar ao nosso redor.
Anna virou o rosto para mim, ainda sorrindo, os cabelos molhados grudando na pele.
— Isso foi incrível — disse, os olhos brilhando de empolgação.
Olhei para ela e senti o momento nos puxando. O sol começava a se pôr, pintando o céu de laranja e dourado. Sem pensar muito, deslizei os dedos pelo rosto dela, afastando alguns fios soltos. Ela não recuou, pelo contrário. E então, aconteceu.
Nos beijamos ali, no meio do oceano, com o gosto do mar nos lábios e a pele quente pelo sol. Foi intenso, como tudo que vivíamos juntos.
Voltamos para a areia em silêncio, mas trocando sorrisos cúmplices. Quando nos jogamos na toalha, lado a lado, ficamos apenas olhando para o céu, que agora começava a se encher de estrelas.
— Você me faz viver coisas que eu nunca imaginei — ela sussurrou, virando o rosto para mim.
Segurei sua mão e sorri.
— Isso é só o começo.
E eu realmente acreditava nisso. Cada momento com Anna era único, e tudo dentro de mim dizia que ainda havia muito mais por vir.
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